Técnicas de Canto
Drive na voz

por André Fantom

Estilo de cantar usado por diversos cantores, principalmente do Rock e Metal como: David Coverdale (Whitesnake), Cris Cornel (Audioslave), Steven Tyller (Aerosmith) Ronnie James Dio entre outros, que faz uso de um timbre “sujo” ou “rasgado”. Normalmente enfatiza uma intenção agressiva, ou de força na interpretação das canções. Esse som faz um efeito muito interessante na forma de cantar, mas deve ser usado com muito cuidado e atenção, pois é muito fácil acabar com a voz em poucos minutos ou músicas cantando rasgado sem uso da técnica adequada.

Uma forma bem eficaz de se começar o treino do drive é o “fry” que é um exercício de fonoaudiologia para corrigir postura da prega vocal. Ele consiste em soltar pouco ar emitindo um som rouco, grave e ao mesmo tempo suave. No início é ideal cantar uma nota somente para se estabilizar a sonoridade. Já numa segunda fase, parta da nota grave e vá subindo glissando (como um motor de carro acelerando ou guitarra com slide) para começar a alcançar as notas mais agudas e estabilizar a impostação juntamente com a sonoridade. Feito isso, que não se consegue da noite para o dia, o treino do drive será uma mistura de desenvolvimento muscular e bom gosto, ou seja, escolher a hora certa de se aplicar a técnica sempre em prol da interpretação que a música exige.

Para se iniciar efetivamente o treino dessa forma de cantar é preciso um controle muito eficiente de respiração, apoio do diafragma, relaxamento de todos os músculos da laringe e controle do palato mole (final do céu da boca onde se encontra a úvula) para que a tensão não aconteça nas pregas vocais, ou seja, é preciso desenvolver as técnicas básicas do canto antes de começar o treino do drive. Costumo exemplificar de forma simples a sensação que se deve ter para usar esse recurso: Quando se enche um balão de festa e solta o ar esticando a boca do mesmo, o ar faz um som rasgado espremido enquanto sai. Então agora imagine o palato mole sendo a boca do balão. Ao invés de levantá-lo como é o usual para se impostar a voz, deixe-o baixo. Esse é o segredo. O som da voz rasgada ou drive deve resultar no palato mole e não na garganta. Pois fazer drive na laringe é suicídio vocal.

Como pré-requisito para o estudo dessa técnica é necessário um conhecimento pleno da voz e uma musculatura tanto vocal quanto respiratória bem fortalecida, pois o treino é bem puxado e no início fatalmente cansa. Os tempos de treinamento devem ser curtos, poucos minutos de vocalizes específicos e sempre sob a orientação de um professor de canto que entenda do assunto.

 

Tudo sobre o drive na voz, o vocal rasgado muito utilizado no rock.

Confira aqui as dicas do professor de canto André Fantom
 
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